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Bolsonaro diz em carta lamentar críticas da direita a Michelle e aliados


Da redação

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) lamentou as críticas feitas por nomes da direita à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e a aliados, em carta divulgada neste domingo (1) pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) nas redes sociais. No texto, Bolsonaro defendeu que as “cobiçadas vagas” das eleições de 2026 sejam definidas por diálogo, e não por pressões ou ataques entre aliados.

A manifestação ocorre após o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) afirmar que o apoio de Michelle e Nikolas a Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL, está “aquém do desejável”, em meio a uma disputa interna por influência no partido. Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos por tentativa de golpe de Estado, reforçou: “Lamento as críticas da própria direita dirigidas a alguns colegas e à minha esposa”.

No documento, o ex-presidente afirma também que pediu para Michelle se envolver menos na política até março de 2026, devido a compromissos com o cuidado da filha Laura, recém-operada, e dele próprio.

A divulgação da carta antecede manifestação da direita promovida por Nikolas Ferreira na avenida Paulista, marcada pelo mote “Acorda, Brasil”, com críticas ao presidente Lula e ministros do STF. Uma ala bolsonarista defende que o foco seja pela anistia aos manifestantes do 8 de Janeiro e a liberdade de Bolsonaro, em vez do impeachment do ministro Dias Toffoli.

Na sexta-feira (27), Flávio Bolsonaro explicou que a pauta da manifestação foi definida por Nikolas e é contra “corrupção generalizada” e “crise moral”. No sábado (28), Michelle divulgou outra carta em que Bolsonaro apoiava Marcos Pollon (PL) para o Senado pelo Mato Grosso do Sul, após polêmica sobre uma anotação de Flávio indicando suposto pedido financeiro por Pollon — fato negado pelo senador. Na carta, Bolsonaro destacou o “caráter, honra e dedicação” do escolhido.