Da redação
A Embaixada dos Estados Unidos em Brasília realizou na noite de quarta-feira, 17, a cerimônia em comemoração aos 250 anos da independência norte-americana, marcando o evento tradicional do 4 de Julho na capital federal. A celebração ocorreu horas após Donald Trump classificar o Brasil como “politicamente perigoso e difícil” durante entrevista no G7.
Segundo informações apuradas, o Itamaraty não enviou representantes oficiais à cerimônia, apesar de convites que teriam sido encaminhados antecipadamente pelos organizadores do evento. A ausência chamou a atenção pela proximidade com as declarações do ex-presidente norte-americano registradas mais cedo no mesmo dia.
Durante o evento, após as execuções dos hinos nacionais do Brasil e dos Estados Unidos, o encarregado de negócios da Embaixada, Gabriel Escobar, fez um discurso destacando a relação entre os países. Ele citou “parceria estratégica”, “respeito mútuo” e “laços de amizade” com o Brasil, incluindo menção ao governo brasileiro.
Gabriel Escobar afirmou que há perspectivas positivas para o relacionamento bilateral ao afirmar: “Quando olhamos para o futuro, vemos uma excelente base para cooperação. Somos as grandes democracias das Américas”. O discurso buscou enfatizar o compromisso conjunto e a continuidade das relações diplomáticas entre as duas nações.
A cerimônia tradicionalmente conta com a participação de autoridades brasileiras, mas, neste ano, a ausência de representantes do Ministério das Relações Exteriores foi notada e registrada por convidados. Até o encerramento do evento, não havia manifestação oficial do Itamaraty sobre o motivo da não participação.
O evento do 4 de Julho promovido pela Embaixada dos EUA em Brasília ocorre anualmente para celebrar a independência dos Estados Unidos e reforçar as relações diplomáticas com o Brasil. Em ocasiões anteriores, representantes oficiais do governo brasileiro compareceram às celebrações, destacando o caráter protocolar da data.





