Da redação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mudou seu discurso sobre guerras desde a campanha de 2024, quando prometia “acabar com elas”. Reeleito, Trump anunciou nas redes sociais o início da guerra contra o Irã, afirmando: “Bombas serão lançadas em todos os lugares”. Analistas apontam que a decisão prioriza a política externa, ignorando questões domésticas e elevando a tensão nas eleições legislativas, tradicionalmente desfavoráveis ao partido do presidente.
Pesquisas indicam forte desaprovação popular à guerra. Segundo levantamento da CNN/SSRS, feito entre 28 de fevereiro e 1º de março, 59% dos americanos se opõem ao conflito. A aprovação de Trump caiu, chegando a 58% de acordo com a revista The Economist, com redução de 0,6 ponto em uma semana. Parte dos apoiadores do movimento Maga, defensor do lema “América Primeiro”, também critica a ação, como Tucker Carlson, ex-âncora da Fox News, que classificou a guerra como “injusta” e lamentou a morte de ao menos seis militares.
Para especialistas, como Carlos Poggio e Jonathan Hanson, a repercussão política da guerra depende da duração do conflito e do crescente descontentamento público. Jordan Tama destaca que o êxito na operação contra o regime venezuelano pode ter influenciado Trump a acreditar num sucesso semelhante contra o Irã, mas alerta para diferenças de contexto entre os países.
A falta de clareza sobre os objetivos militares e o tempo de duração da guerra aumentam a incerteza. Apesar de Trump prever combates de “quatro a cinco semanas”, já afirmou que os EUA podem ir “muito além disso” e condicionou o fim da guerra à rendição incondicional do Irã. Críticos destacam contradições em sua política externa e a ausência de estratégias de longo prazo.
Além das críticas à guerra, Trump insiste em denúncias infundadas de fraude eleitoral e pressiona pelo Save America Act, projeto que, segundo opositores, pode dificultar o voto de milhões de americanos. Neste domingo (8), afirmou que não sancionará outros projetos até a aprovação da medida.







