O Executivo local deu um passo em direção à implementação da gestão por organizações sociais (OSs) em unidades de saúde do DF. Estão em debate, a atenção básica em postos e centros de saúde de Ceilândia e as seis Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital federal. O principal impasse era a recomendação do Tribunal de Conta do Distrito Federal (TCDF) de incluir os gastos com pessoal das entidades contratadas na contabilidade de pessoal da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) — que encontra-se acima do limite prudencial de 46,5%. Ontem, por unanimidade, o Tribunal de Contas da União (TCU) considerou a parceria uma terceirização. O posicionamento da Corte diz ainda que essa despesa não está atrelada aos limites de gasto com pessoal estabelecidos pela LRF.
Segundo cálculos da Casa Civil, o GDF desembolsa, por ano, R$ 132 milhões, para custear a assistência em Ceilândia. Com o novo modelo, a estimativa cairia para R$ 110 milhões. Cerca de 400 novas equipes atuariam na região, com 3,6 mil profissionais. A ideia é ampliar a cobertura da atenção básica de 30,7% para 62%, até 2018. Há, ainda, o gasto de R$ 148 milhões para despesas das UPAs. “(A decisão) afasta o discurso falacioso de que fazer contratos de gestão com organizações sem fins lucrativos corresponde a terceirizar a saúde pública”, defendeu o secretário de Saúde, Humberto Fonseca.
Fonte: Correio Braziliense





