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Disputa direta para governador interino pode agitar o RJ com clima eleitoral prolongado

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Da redação

O Rio de Janeiro pode enfrentar um período de “clima de campanha” por seis meses caso o STF (Supremo Tribunal Federal) decida por eleições diretas para a escolha do governador-tampão que substituirá Cláudio Castro (PL), cassado pelo TSE. O cenário segue o modelo da eleição suplementar do Tocantins, em 2018, quando o governador-tampão foi diplomado e, na mesma semana, indicado como candidato à reeleição.

O julgamento no STF acontece na quarta-feira (8), para definir se a eleição será direta ou indireta – esta última decidida pelos deputados estaduais. Até agora, quatro ministros já votaram pelo voto popular. Eduardo Paes (PSD), ex-prefeito do Rio, se declara pré-candidato caso haja eleição direta, enquanto Douglas Ruas (PL) pretende disputar em qualquer cenário.

O TSE reservou as datas de 17 de maio e 21 de junho para eleições suplementares em 2024. Advogados e políticos apostam na realização do pleito em 21 de junho, considerando prazos semelhantes ao caso de Tocantins. As convenções partidárias podem começar em 27 de abril, com eventual segundo turno em 12 de julho e diplomação até 27 de julho. Na mesma semana, inicia o período de convenções para escolha dos candidatos do pleito geral de outubro.

A logística é apontada como desafio, já que o Rio tem 13 milhões de eleitores, contra 1,2 milhão de Tocantins. O TRE-RJ só deve se manifestar após decisão definitiva do STF. O PSD-RJ afirma que a renúncia de Castro foi uma estratégia para garantir eleição indireta, tese respaldada pelo ministro Alexandre de Moraes.

A linha sucessória do Estado foi desarticulada após a renúncia do vice-governador e prisão de Rodrigo Bacellar, deixando o comando provisório com o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto. O ministro Cristiano Zanin determinou que ele permaneça no cargo até a escolha do novo governador.