Da redação
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), defendeu o senador Jaques Wagner (PT-BA) e anunciou que a advocacia do Senado irá pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) para ingressar como parte no processo relacionado a Wagner. Alcolumbre criticou o que chamou de “criminalização da política” e afirmou que a intenção é restabelecer o exercício pleno do mandato parlamentar do petista.
Segundo Alcolumbre, a advocacia institucional da Casa está preparando todas as peças jurídicas necessárias para atuar no caso, buscando garantir as prerrogativas do senador investigado. “Solicitando ao Judiciário brasileiro para que possa restabelecer o bom e efetivo exercício do mandato de sua excelência, o senador da República Jaques Wagner”, declarou. O presidente do Senado afirmou ainda que Wagner e os demais senadores “podem contar integralmente com minha presença, com a minha manifestação, com a minha defesa e com o meu apoio”.
Jaques Wagner foi alvo de operação da Polícia Federal, com autorização do STF, sob suspeita de ter recebido benefícios dos ex-donos do Banco Master, incluindo ingressos para shows, uso de aeronaves e um apartamento no valor de R$ 2,5 milhões. O senador deixou a liderança do governo no Senado após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Wagner declarou em nota que é inocente, não foi denunciado nem acusado em processo relacionado ao caso e ingressou com pedido no STF para anular as buscas em seus imóveis.
A decisão do ministro André Mendonça, do STF, permitiu a operação no dia 19, mas não bloqueou o uso de verbas indenizatórias. Um dos pontos da decisão foi a apreensão de notas que somam US$ 55 mil e 33 mil euros, valor estimado em R$ 471 mil, em endereços ligados a Wagner. O senador afirmou que os recursos são diárias não utilizadas em missões internacionais.



