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Acusado de ser o mentor afirma não ter planejado a chacina no DF

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Da redação

Mais de três anos após o crime considerado a maior chacina do Distrito Federal, os réus começaram a depor publicamente nesta segunda-feira (10), detalhando suas supostas participações na morte de dez pessoas de uma mesma família. As investigações apontam que os homicídios foram motivados por uma chácara no Itapoã (DF), avaliada em R$ 2 milhões, mas que não pertencia às vítimas.

O primeiro a prestar depoimento no Tribunal do Júri foi Gideon Batista de Menezes, apontado como um dos principais articuladores do crime. Morador da chácara e prestador de serviços gerais para a família, Gideon confessou, em depoimento na delegacia à época, que planejou o crime com Horácio Barbosa e alugou a casa usada para manter as vítimas em cativeiro antes dos assassinatos.

Em juízo, porém, Gideon negou ter planejado a chacina e afirmou que foi coagido a participar dos crimes. Alegou também ter sofrido tortura para confessar. O réu culpou uma das vítimas, Thiago Belchior, alegando que este teria agido em conluio com Carloman dos Santos e um adolescente.

Segundo Gideon, ele só conhecia Horácio Barbosa e Fabrício Canhedo entre os réus. Alegou que ajudou a se desfazer dos corpos sob ameaça e que Thiago teria ordenado o esquartejamento do próprio pai. Gideon relatou ainda ter sido amarrado no cativeiro e obrigado a sequestrar e transportar corpos, declarando que “não sabe quem colocou fogo no carro”.

Estão no banco dos réus Gideon Batista de Menezes, Horácio Carlos Ferreira Barbosa, Carlomam dos Santos Nogueira, Fabrício Silva Canhedo e Carlos Henrique Alves da Silva. O grupo foi levado ao tribunal sob escolta da Polícia Penal e está impedido de se comunicar durante as sessões.