Da redação
Uma rede suspeita de praticar crimes de ódio, misoginia, crueldade contra animais e coerção de crianças e adolescentes em ambientes virtuais é alvo da segunda fase da Operação Lívia, conforme o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Estão sendo cumpridas 12 medidas judiciais no Distrito Federal, Bahia, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.
A operação, coordenada pelo Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça e conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, inclui seis mandados de busca e apreensão domiciliar e seis ordens de busca envolvendo adolescentes. Policiais civis das unidades federativas citadas participam da ação.
A segunda etapa foi deflagrada após análise de celulares, computadores e outros materiais apreendidos na fase anterior, o que permitiu a identificação de novos suspeitos de administrar ou moderar comunidades virtuais onde ocorreriam chantagem e controle psicológico sobre pessoas consideradas vulneráveis, segundo as autoridades.
O inquérito foi instaurado após a morte de Lívia, adolescente de 13 anos. Conforme a polícia, ela foi submetida à coerção em grupos virtuais e incentivada a praticar violência contra animais e automutilação, tendo sua morte transmitida ao vivo. As apurações descrevem uma dinâmica chamada de “escravidão digital”, baseada em ameaças, desafios e imposição de atos autolesivos, com o conteúdo sendo utilizado para ampliar a coerção.





