Da redação
No cruzamento das ruas Bento Manoel e 20 de Setembro, em Alegrete, um monumento de concreto chama a atenção de moradores e motoristas, apesar de seu significado ainda ser desconhecido por grande parte da população. Popularmente apelidada de “picolé” devido à sua forma vertical, a estrutura se tornou referência no trânsito, mas permanece sem placa ou identificação.
O marco foi erguido em 1947, durante o mandato do então prefeito Alexandre Lisboa, em homenagem a Antônio de Oliveira Macedo, que doou uma grande área de terras à cidade. Na época, o local marcava o limite urbano e a partir dali Alegrete iniciou seu processo de expansão, incorporando terras que hoje formam o Bairro Macedo. Estimativas apontam que a área doada chegava a cerca de 87 hectares.
Sem informações visíveis e com arquitetura de autoria desconhecida, o monumento acabou envolto em mistério. Ao longo das décadas, sua presença foi incorporada à rotina dos alegretenses, que, em sua maioria, desconhecem o contexto histórico por trás da obra.
Recentemente, a estrutura recebeu nova pintura, o que reacendeu o interesse dos moradores e trouxe à tona discussões sobre seu significado e eventual remoção. A opinião predominante, no entanto, é contrária à retirada, ressaltando o valor histórico e simbólico do marco para a cidade.
A permanência do chamado “picolé” reflete o vínculo da comunidade com sua memória urbana. Setenta anos após sua construção, o monumento segue resistindo ao tempo, lembrando a todos um gesto decisivo para o crescimento de Alegrete e reforçando a importância de preservar e valorizar a história local.






