Da redação
Carlos Bolsonaro (PL), pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, expressou nesta semana sua insatisfação diante dos rumos da direita na disputa pela Presidência. O posicionamento veio após manifestações públicas em suas redes sociais, direcionadas ao irmão Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato ao Planalto, especialmente diante da maior visibilidade de Romeu Zema (Novo).
Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais, tem ganhado destaque junto ao eleitorado conservador, adotando postura mais enfática contra o Supremo Tribunal Federal. Carlos Bolsonaro criticou a associação de Zema à aprovação da reforma tributária, comparando-a a um “cargueiro transatlântico” que recairia sobre a população.
Em sua mensagem, Carlos afirmou genericamente a existência de movimentos para isolar Jair Bolsonaro e influenciar decisões estratégicas pela atuação de terceiros. Ele escreveu que não busca poder e alertou para pessoas próximas que, segundo ele, promovem “discursos ilusórios”, o que gerou desconforto na campanha do irmão Flávio.
“A você: está mordendo a isca com mais facilidade do que lambari em anzol de mosquito e o peixe vai só engordando malandramente”, comentou Carlos Bolsonaro, reforçando sua preocupação com a ascensão de Zema, que até então era cogitado para compor a chapa como vice de Flávio.
A postura de Zema, principalmente com os recentes ataques ao STF, tem aumentado sua influência na pré-campanha, tornando-se uma das principais pautas entre apoiadores do bolsonarismo mais radical. O avanço do ex-governador ocorre em meio a disputas internas pelo espaço conservador.
Segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada em 27 de maio, 76% dos eleitores de Romeu Zema migrariam para Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno, apontando semelhanças e possíveis disputas pelo mesmo segmento eleitoral. O levantamento destaca a importância estratégica dessa parcela do eleitorado para a eleição.






