Início Mundo OMS realiza primeiro Fórum Global para acelerar vacinas contra tuberculose

OMS realiza primeiro Fórum Global para acelerar vacinas contra tuberculose


Da redação

A Organização Mundial da Saúde (OMS) realiza até esta terça-feira, 26, o primeiro Fórum Global de Acelerador de Vacinas contra a Tuberculose. O evento ocorre com o objetivo de analisar os avanços no desenvolvimento de novas vacinas para adolescentes e adultos, reunindo líderes de saúde, financiadores e representantes de grupos de trabalho especializados.

Durante o fórum, os participantes discutem caminhos para viabilizar desde o desenvolvimento das vacinas até questões relacionadas à formulação de políticas públicas, acesso e adoção acelerada desses imunizantes. A intenção é revisar o potencial impacto dessas novas vacinas na saúde pública e atualizar sobre os principais candidatos em desenvolvimento.

A importância do encontro é ressaltada pelo fato de que a tuberculose permanece um desafio global significativo, e novas vacinas são consideradas essenciais para o controle da doença. Entre os temas debatidos, estão as estratégias para superar obstáculos que impedem o licenciamento e o uso eficaz dos novos imunizantes.

Segundo a OMS, as conclusões e recomendações apresentadas durante o fórum serão aprofundadas no próximo encontro anual do Conselho Acelerador de Vacinas contra a Tuberculose, previsto para 19 de maio, durante a Assembleia Mundial da Saúde de 2026. A expectativa é que esses debates auxiliem no avanço dos cronogramas e das metas estabelecidas internacionalmente.

O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, destacou: “Uma das lições essenciais da resposta à Covid-19 é que as intervenções de saúde inovadoras podem ser mais rápidas com prioridade política e fundos”. Ele enfatizou que o apoio global pode acelerar significativamente todas as etapas do processo vacinal.

Criado em 2023 pela OMS, o Conselho Acelerador de Vacinas visa impulsionar o desenvolvimento dessas novas vacinas, mobilizando patrocinadores, agências multilaterais, governos e potenciais usuários para identificar e superar barreiras. Países lusófonos participam da Assembleia Mundial da Saúde, e o Brasil, junto com a Indonésia, co-preside o Comitê Ministerial do conselho.