Da redação
O presidente Lula orientou aliados a manterem o apoio ao ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para uma eventual candidatura ao governo de Minas Gerais, mesmo após a rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal no Senado, votação ocorrida em 29 de maio, em Brasília.
A decisão vem em meio à desconfiança de setores do PT sobre a lealdade de Pacheco, especialmente após avaliação de que ele ajudou Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) a mobilizar votos contra Messias. A relação política se deteriorou após a votação, reforçando dúvidas sobre a candidatura de Pacheco.
Em reunião no Palácio da Alvorada após o resultado, Lula afirmou que Pacheco segue sendo o nome do grupo e que a votação não deveria interferir na aliança eleitoral. Entretanto, parte da base do PT demonstra incômodo com as consequências do desgaste causado pela rejeição do indicado ao STF.
Pacheco declarou a interlocutores que mantém intenção de concorrer, mas condiciona a candidatura à viabilidade eleitoral. Aliados afirmam que o senador contribuiu levando Messias a encontros estratégicos, articulou o apoio do PSB e cumprimentou o indicado publicamente. Entretanto, governistas criticaram a ausência de Pacheco em votação sobre veto de Lula no Congresso no dia 30.
O entorno de Lula debate alternativas caso a aliança com Pacheco se inviabilize. Entre as possibilidades está o nome de Josué Gomes da Silva, recentemente filiado ao PSB, ou ainda uma candidatura do ex-prefeito Alexandre Kalil, lançado como pré-candidato ao governo mineiro pelo PDT, que cobra apoio do PT no estado.
Minas Gerais é considerado estratégico por ser o segundo maior colégio eleitoral do país e historicamente decisivo em eleições presidenciais. Em 2022, Lula venceu por margem estreita: 50,2% dos votos no segundo turno, contra 49,8% de Jair Bolsonaro. Pesquisas atuais apontam empate entre Lula e Flávio Bolsonaro no estado.






