Início Eleições Trabalhadores de Pernambuco cobram fim da escala 6×1 e combate à precarização

Trabalhadores de Pernambuco cobram fim da escala 6×1 e combate à precarização


Da redação

Centenas de trabalhadores participaram, na última quinta-feira (30), de manifestação no parque Treze de Maio, em Recife, para celebrar antecipadamente o Dia do Trabalhador e defender pautas prioritárias para as eleições de outubro. O foco principal foi a redução da escala de trabalho 6×1 e da jornada semanal de 44 horas.

Lideranças como Sinésio Pontes, presidente do Sindipetro PE/PB, e Isis Thayzi, do MTST, apontaram a redução da jornada como crucial para garantir tempo de qualidade à classe trabalhadora. Fabiano Moura, do Sindicato dos Bancários, ressaltou que parlamentares contrários a essa pauta não deveriam receber apoio eleitoral. Paulo Rocha, da CUT, afirmou que a mudança pode gerar mais de quatro milhões de empregos, enfatizando o impacto positivo para o país.

A questão também foi destacada por parlamentares e sindicalistas, como as deputadas Rosa Amorim (PT) e Dani Portela (PT), e os vereadores Henrique Metalúrgico e Kari Santos (PT). Kari ressaltou que “71% dos brasileiros são contra a escala 6×1”, enquanto Ludmila Outtes, do Sindicato das Enfermeiras, pediu valorização salarial: “O salário mínimo de hoje não é suficiente para as demandas do povo”.

Outras pautas mencionadas foram o combate à misoginia e à violência contra a mulher. Dani Portela sugeriu eleger parlamentares comprometidos com o enfrentamento do feminicídio. Kari Santos destacou a necessidade de aprovar projetos para criminalizar discursos de ódio contra as mulheres. Isis Thayzi lembrou que os casos aumentam e cobrou políticas públicas concretas.

O combate à precarização do trabalho por aplicativos, a pejotização e a valorização sindical também foram discutidos. Sinésio Pontes alertou sobre os riscos da “pejotização irrestrita”, enquanto Jaqueline Dornelas, do Simpere, e Abinadabe Santos, dos Metalúrgicos, defenderam a importância de eleger representantes comprometidos com os direitos dos trabalhadores e contra a substituição de empregos por máquinas.

Temas como soberania nacional, democracia, alimentação e direitos sociais integraram as demandas. Lideranças defenderam a reestatização de empresas, fortalecimento da agricultura familiar, políticas para quilombolas e indígenas, e melhorias em educação e moradia. A defesa da continuidade de projetos públicos e do debate sobre um país mais justo e democrático também esteve presente entre os participantes.