Da redação
A Guarda Revolucionária do Irã desafiou, neste domingo (3), os Estados Unidos a escolher entre uma “operação impossível” e um “acordo ruim” com Teerã, após o presidente americano, Donald Trump, rejeitar a proposta iraniana para encerrar a guerra. O impasse ocorre após o cessar-fogo, em vigor desde 8 de abril.
O conflito envolve ataques israelenses-americanos ao Irã e a resposta iraniana na região. Desde então, esforços diplomáticos fracassaram em reiniciar negociações, interrompidas em 11 de abril, em Islamabad, devido a divergências, especialmente sobre o bloqueio do Estreito de Ormuz e o programa nuclear iraniano.
Teerã apresentou uma proposta revisada aos Estados Unidos, respondida por meio do Paquistão, segundo informou o Ministério das Relações Exteriores do Irã. “Estamos analisando-as e formularemos a resposta adequada”, disse o porta-voz Esmaeil Baqaei, que destacou o foco em “acabar com a guerra”.
Donald Trump, no sábado, afirmou na Truth Social que não considera a proposta aceitável: “Ainda não pagaram um preço alto o suficiente pelo que fizeram com a Humanidade e com o mundo nos últimos 47 anos”. O plano iraniano prevê 30 dias para chegar a um acordo que permita reabrir o Estreito de Ormuz e encerrar o conflito.
A agência Tasnim detalhou que o plano de 14 pontos exige a retirada de forças americanas de áreas próximas ao Irã, suspensão do bloqueio de portos, liberação de ativos iranianos, indenizações, suspensão de sanções e um mecanismo para o Estreito de Ormuz, incluindo o fim da guerra no Líbano.
O grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, entrou no conflito após a morte do líder Ali Khamenei no início dos bombardeios, levando Israel a ordenar evacuação de áreas no sul do Líbano. O bloqueio americano aos portos iranianos e o fechamento do Estreito afetam o mercado global de petróleo, com impacto desde 2022.






