Da redação
A ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, pré-candidata do PT ao Senado por Minas Gerais, manifestou preocupação com a indefinição sobre o palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado. O assunto ganhou destaque neste domingo, 3, após Marília cobrar publicamente uma resposta do senador Rodrigo Pacheco (PSB).
Segundo as articulações em andamento, Pacheco é cotado para disputar o governo estadual com o apoio do PT. O senador, no entanto, tem sinalizado a aliados que não pretende concorrer ao Executivo mineiro. A hesitação levou Marília a pressionar o parlamentar por uma posição clara. “A grave situação do Estado exige coragem, que a gente enfrente o processo eleitoral”, declarou ela.
Marília argumenta que a definição é essencial para “coletivizar” a estratégia eleitoral no estado e fortalecer a candidatura de Lula. Ela ressaltou que o PSB, partido de Pacheco, precisa dar uma resposta ao PT sobre os rumos da aliança. “A gente não acha nome no laço. Você convida, se articula”, disse a pré-candidata.
A petista observou que, caso Pacheco realmente não dispute o governo, o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), segue como opção para a formação do palanque mineiro. Para Marília, não é necessário definir o candidato imediatamente, mas a ausência de certezas compromete a construção política. Ela afirmou: “Eu estou fazendo uma campanha solitária”.
Sobre o cenário nacional, Marília avaliou que Lula tem vantagem eleitoral pelo histórico de ações, como mudanças no Imposto de Renda e reforma tributária, mas destacou que isso “não é suficiente para ganhar uma eleição”. Segundo ela, há desafios em comunicar resultados e evitar a polarização do discurso governista.
Marília também defendeu a revisão das políticas de amparo social em um eventual quarto mandato, destacando a necessidade de desenvolvimento inclusivo e transição para políticas de emprego e renda. Ela apontou possíveis nomes para suceder Lula, citando Fernando Haddad, João Campos, Eduardo Paes e Manuela d’Ávila, e enfatizou a importância do diálogo entre aliados.







