Por Alex Blau Blau
Ocorrência em unidade escolar de Rio Branco resulta em mortes, feridos e suspensão das aulas na rede de ensino
Um ataque a tiros dentro do Instituto São José, em Rio Branco, no Acre, deixou duas servidoras mortas e outras duas pessoas feridas nesta terça-feira. O caso ocorreu em uma escola conveniada à rede pública e mobilizou forças de segurança, equipes de saúde e autoridades estaduais.
As vítimas fatais foram identificadas como duas funcionárias da unidade, de 53 e 37 anos, que atuavam na rotina escolar. Segundo informações confirmadas pelas autoridades, ambas foram atingidas dentro das dependências da instituição e não resistiram aos ferimentos.
Além das mortes, uma servidora e uma estudante de 11 anos também foram baleadas durante a ação. As duas foram encaminhadas ao pronto atendimento da capital e receberam cuidados médicos. Posteriormente, as autoridades confirmaram que ambas foram liberadas após avaliação clínica.
Após o ataque, as aulas em toda a rede de ensino do estado foram suspensas temporariamente como medida de segurança. Equipes de emergência e forças policiais foram acionadas imediatamente para atendimento da ocorrência e isolamento da área.
As investigações apontam que o autor dos disparos seria um adolescente de 13 anos, estudante da própria unidade escolar. De acordo com informações preliminares, ele teria utilizado uma arma pertencente ao padrasto. O jovem foi apreendido e encaminhado às autoridades competentes.
Testemunhas relataram momentos de pânico dentro da escola, com alunos buscando abrigo ao ouvirem os disparos. Parte dos estudantes chegou a se proteger em salas de aula enquanto o ataque acontecia nos corredores da instituição.
As autoridades de segurança informaram que a ocorrência está sendo investigada em duas frentes, uma voltada à responsabilização do adolescente e outra para apurar como o armamento foi acessado. Também há apuração sobre eventuais pessoas que possam ter tido conhecimento prévio da ação.
A polícia realizou perícia no local, onde foram recolhidos materiais utilizados na ação. O celular do adolescente também foi apreendido e teve o acesso autorizado pela Justiça para auxiliar nas investigações.
O caso segue sob investigação e mobiliza diferentes órgãos estaduais, enquanto a comunidade escolar aguarda novas definições sobre o retorno das atividades.







