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Ministério Público denuncia Ricardo Roa por irregularidade no financiamento da campanha de Petro


Da redação

O Ministério Público da Colômbia denunciou, nesta segunda-feira, Ricardo Roa, diretor da petrolífera estatal Ecopetrol, por supostamente exceder o limite de financiamento da campanha presidencial de Gustavo Petro, em 2022, na qual atuou como gerente. Roa declarou-se inocente durante audiência realizada nesta mesma data.

As investigações apuram supostas irregularidades cometidas durante a campanha que resultou na eleição de Petro, cujo mandato se encerra em agosto, conforme estipulado pela legislação colombiana, que não permite a reeleição. O episódio é considerado um dos mais relevantes do atual governo.

O Ministério Público aponta que a campanha teria excedido em cerca de 445 mil dólares, o equivalente a 2,17 milhões de reais, o teto permitido para gastos. Os recursos teriam custeado coletivas de imprensa em hotéis, cafés da manhã, empréstimos, transporte, logística, alimentação, créditos para eventos de encerramento, publicidade e contribuições sindicais.

Ricardo Roa rechaçou todas as acusações durante a audiência judicial, afirmando ser “inocente”. Em novembro de 2025, o Conselho Nacional Eleitoral havia determinado multa milionária a Roa e outros gerentes da campanha pelo mesmo motivo da denúncia atual.

O conselho administrativo da Ecopetrol afastou temporariamente Roa do cargo até 28 de junho, prazo que pode abranger eventual segundo turno das eleições. O presidente Gustavo Petro manifestou repúdio à decisão, enquanto setores da oposição celebraram a saída de Roa e intensificaram críticas à gestão do executivo.

No contexto das investigações envolvendo a campanha de Petro, Nicolás Petro, filho do presidente, responde a processo por enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro, sob suspeita de ter recebido valores de um ex-narcotraficante. Inicialmente, ele admitiu destinar parte dos fundos à campanha, mas posteriormente negou, alegando ter sido pressionado por um promotor.