Por Alex Blau Blau
Nova lei estabelece homenagem permanente às pessoas que perderam a vida durante a pandemia e marca oficialmente uma das datas mais simbólicas da crise sanitária no país
O governo federal oficializou a criação do Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid, celebrado em 12 de março. A medida foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União.
A nova legislação presta homenagem às mais de 700 mil pessoas que morreram em consequência da doença no Brasil desde o início da pandemia. O texto define que a data tem como objetivo preservar a memória das vítimas e reforçar a importância da conscientização sobre os impactos provocados pela crise sanitária.
A lei recebeu também a assinatura de ministros das áreas da Saúde, Cultura e Igualdade Racial.
A escolha do dia 12 de março faz referência à primeira morte oficialmente registrada por Covid no país. A vítima foi Rosana Aparecida Urbano, diarista de 57 anos, que morreu em 2020 após complicações provocadas pela doença. Ela apresentava problemas de saúde como diabetes e hipertensão.
Na época, as investigações apontaram que a contaminação ocorreu de forma comunitária na zona leste de São Paulo, em um dos primeiros momentos da circulação do vírus no território nacional.
Em homenagem às vítimas, prédios públicos e monumentos receberam projeções com mensagens de solidariedade e nomes de pessoas mortas pela doença. As ações ocorreram em Brasília e também em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza, Porto Alegre e Manaus.
A criação da data passa a integrar oficialmente o calendário nacional de homenagens relacionadas à maior emergência sanitária enfrentada pelo país nas últimas décadas.






