Da redação
A Organização Pan-Americana da Saúde alerta para o ressurgimento do sarampo às vésperas da Copa do Mundo de Futebol, que será realizada em 2026 no Canadá, Estados Unidos e México. Segundo Jarbas Barbosa, diretor da entidade, o risco aumenta com a chegada de turistas e o baixo índice de vacinação na região.
Barbosa informou que o Canadá perdeu recentemente o certificado de eliminação do sarampo, após registro de transmissão contínua superior a doze meses, conforme avaliação oficial. A situação preocupa autoridades sanitárias porque pode facilitar a propagação do vírus entre torcedores e residentes durante o evento esportivo.
De acordo com a Opas, outros países das Américas, como Estados Unidos, México, Bolívia e Guatemala, também enfrentam circulação ativa do vírus. O diretor afirmou: “Nós estamos apoiando os países a responder a essa situação porque é muito importante que se mantenha a região livre de sarampo.”
Barbosa enfatizou ainda que a melhor estratégia para conter o avanço do sarampo é manter alta cobertura vacinal e vigilância epidemiológica constante. Ele explicou que “sempre vamos receber casos importados, viajantes que vão para outras regiões e voltam ou visitantes estrangeiros, um deles pode vir com o vírus do sarampo”.
Especialistas consideram crítico atingir pelo menos 95% de cobertura vacinal de forma homogênea em todas as áreas, do bairro ao nível estadual. Sem essa barreira coletiva, um caso importado pode originar surtos, especialmente em meio a grandes aglomerações como as que ocorrem nos estádios de futebol.
O alerta da Opas chega em meio à preparação dos países-sede para receber milhões de visitantes. O órgão reforça que a vacinação é fundamental para garantir a segurança coletiva e evitar que a Copa de 2026 seja marcada por episódios de surtos de sarampo.






