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Brasil discutirá impactos das guerras e minerais críticos em reuniões do Brics e G7


Da redação

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira, 12, que os impactos econômicos das guerras no Oriente Médio e na Ucrânia, além das negociações sobre minerais críticos, serão os principais temas discutidos pelo Brasil nas reuniões do Brics e do G7 nesta semana, visando proteger setores estratégicos nacionais.

Em entrevista ao programa Na Mesa com Datena, Durigan detalhou que as negociações nas cúpulas internacionais também abordarão investimentos estratégicos e segurança energética. O ministro destacou que as viagens ocorrem em um contexto de tensão geopolítica e buscam antecipar cenários de turbulência internacional.

Segundo Durigan, a estratégia do governo brasileiro tem como objetivo consolidar o país como parceiro estratégico em recursos minerais e tecnologia. Ele ressaltou ainda a importância de ampliar a cooperação internacional em áreas sensíveis para a economia nacional, como o agronegócio, os combustíveis e a mineração.

Durigan afirmou durante a entrevista: “O tema de como a gente se prepara e protege o Brasil da guerra é o tema que mais me importa”. O ministro também destacou que, mesmo distantes dos conflitos, os efeitos sobre o Brasil são notáveis, principalmente no preço dos combustíveis e nos custos do agronegócio.

A agenda do ministro na quarta-feira, 13, inclui viagem a Moscou, onde desembarca na quinta-feira, 14, para participar de reunião do Banco do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. No encontro, pretende dialogar com representantes da Índia, países do Oriente Médio e demais integrantes do bloco.

Durigan sublinhou que a guerra, apesar de ser alheia à vontade dos brasileiros, “afeta muito a vida das pessoas. Claro, nós estamos acompanhando, como no preço de combustível”. As discussões tratarão de medidas para mitigar impactos dessas crises e fortalecer a resiliência da economia brasileira.