Da redação
Os contratos futuros de petróleo encerraram a quarta-feira, 13, em queda nas bolsas de Nova York e Londres. O recuo acontece após três sessões consecutivas de alta, refletindo projeções sobre demanda e oferta globais, além de dados de estoques dos Estados Unidos e indicadores econômicos.
O barril do WTI para junho negociado na Nymex fechou em baixa de 1,13%, cotado a US$ 101,02. Já o Brent para julho, negociado na ICE de Londres, caiu 1,98%, encerrando o dia a US$ 105,63. O pregão foi marcado por ampla volatilidade devido a fatores externos e fundamentos do setor.
A queda ocorreu diante de uma possível correção técnica após os recentes ganhos, conforme observou Konstantinos Chrysikos, da Kudotrade. Ele ponderou, no entanto, que os preços podem voltar a subir se houver intensificação do conflito envolvendo o Irã. O cenário de instabilidade regional permanece acompanhando os mercados.
Alex Kuptsikevich, da FxPro, apontou que fatores como altos estoques globais, especialmente na China, além de exportações fortes dos EUA e rotas alternativas de transporte por produtores do Golfo, atuaram como amortecedores e limitaram avanços mais expressivos nos preços do petróleo no curto prazo.
Relatórios divulgados pela manhã também influenciaram o mercado. A Opep reduziu em 200 mil barris por dia a previsão de crescimento da demanda global para 2026. Já a Agência Internacional de Energia revisou para 420 mil barris por dia a queda estimada para este ano, acima da projeção anterior de 80 mil barris por dia.
Segundo a AIE, o fornecimento de petróleo tende a seguir restrito nos próximos meses mesmo com a retomada da navegação pelo Estreito de Ormuz. Nos Estados Unidos, o volume de estoques recuou 4,306 milhões de barris na última semana, superando as expectativas de analistas.







