Início Política PL aciona TSE para suspender pesquisa que indica queda de Flávio Bolsonaro

PL aciona TSE para suspender pesquisa que indica queda de Flávio Bolsonaro

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Da redação

O Partido Liberal (PL) entrou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta segunda-feira, 18, para suspender a divulgação de uma pesquisa presidencial publicada pela AtlasIntel/Bloomberg nesta terça, 19. O partido alega prejuízo à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) devido ao conteúdo e à forma do questionário.

Na ação, o PL argumentou que o levantamento teria formulado perguntas “indutoras”, criando um cenário desfavorável ao senador após a revelação de áudios em que Flávio pede dinheiro a Daniel Vorcaro, dono do banco Master. O partido afirmou que teria ocorrido um estímulo a respostas negativas antes das perguntas sobre intenção de voto.

Segundo a legenda, a pesquisa associou Flávio ao caso Master por meio de perguntas em sequência, abordando supostos esquemas de fraude financeira, áudios e mensagens entre o senador e Vorcaro. O PL citou também perguntas sobre “medo” de uma eventual eleição de Flávio, avaliando que a pesquisa funcionou como instrumento indireto de propaganda negativa.

O partido questionou especialmente uma pergunta audiovisual, registrada como número 48, em que entrevistados teriam ouvido um áudio ligado ao caso. Para o PL, a autenticidade desse material não foi comprovada, nem apresentada a cadeia de custódia exigida no registro junto ao TSE.

Entre os pedidos, o PL requisitou acesso aos microdados, aos registros das entrevistas, ao plano amostral e ao sistema interno do AtlasIntel/Bloomberg. Além disso, solicitou multa ao instituto, suspensão imediata da pesquisa e proibição definitiva de perguntas consideradas irregulares, alegando risco de “dano irreversível” ao ambiente eleitoral de 2026.

De acordo com a pesquisa, Flávio passou a ser o pré-candidato mais rejeitado, com rejeição subindo de 49,8% em abril para 52% em maio. As intenções de voto caíram 5,4 pontos no primeiro turno, enquanto Lula ampliou a vantagem para 48,9% contra 41,8%. O levantamento ouviu 5.032 brasileiros, com margem de erro de um ponto percentual, via internet, entre 13 e 18 de maio.