Início Eleições Marília Campos descarta candidatura ao governo de Minas após saída de Pacheco

Marília Campos descarta candidatura ao governo de Minas após saída de Pacheco

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Da redação

A ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), afirmou nesta terça-feira, 19 de maio, que não disputará o governo de Minas Gerais em 2026. A declaração foi feita após o presidente nacional do PT, Edinho Silva, anunciar que o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) também não será candidato ao Executivo estadual.

Marília Campos declarou que “não existe essa possibilidade”, esclarecendo que sua renúncia à Prefeitura de Contagem se deu apenas após decisão conjunta dos grupos estaduais e nacionais do PT. O nome dela chegou a ser cogitado internamente como alternativa para a disputa estadual, mas a direção nacional oficializou sua pré-candidatura ao Senado ainda em fevereiro.

Apesar de sua candidatura ao Senado, interlocutores do PT afirmaram que o cenário voltou a ser discutido nos bastidores, principalmente após Pacheco sinalizar que não pretende disputar o governo mineiro. Segundo relatos, a hipótese de Marília entrar na disputa retornou ao radar do partido recentemente, especialmente diante das incertezas envolvendo outros nomes.

Fontes próximas à campanha de Marília relataram preocupação após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, temendo que Pacheco voltasse ao centro das discussões e desistisse de uma pré-candidatura ao governo. Quatro dias após a rejeição a Messias, Marília publicou apoio público à candidatura de Pacheco, destacando sua experiência e capacidade de articulação.

Com a confirmação dada por Edinho Silva nesta terça-feira de que Pacheco não será candidato, integrantes do PT e aliados do senador passaram a aguardar uma nova reunião entre Pacheco e o presidente Lula. A realização deste encontro, porém, depende de um possível diálogo entre Lula e Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado e aliado de Pacheco.

A direção do PT em Minas informou que, independentemente da decisão de Pacheco, segue conversando com partidos do campo democrático, movimentos sociais e demais aliados para fortalecer uma candidatura estadual. A federação partidária avalia todas as possibilidades, com decisões sendo tomadas de forma coletiva entre as legendas.