Início Celebridades Bactéria Pseudomonas aeruginosa resistente é detectada na água da Maternidade Odete Valadares

Bactéria Pseudomonas aeruginosa resistente é detectada na água da Maternidade Odete Valadares

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Da redação

A Maternidade Odete Valadares, no bairro Prado, região Oeste de Belo Horizonte, registrou a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa na água, conforme relatório da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig). A identificação ocorreu durante testes realizados em abril, que provocaram alerta do Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (SindSaúde-MG).

Segundo o SindSaúde-MG, a Pseudomonas aeruginosa representa perigo em ambientes hospitalares, pois é resistente a antibióticos e pode causar infecções graves, principalmente em recém-nascidos. O sindicato encaminhou denúncia ao Ministério Público de Minas Gerais, à Secretaria de Estado de Saúde e às vigilâncias sanitárias municipal e estadual no último dia 19 de maio.

O relatório apontou que a empresa GHS Indústria e Serviços Ltda. encontrou a bactéria em quase todos os pontos analisados da maternidade, incluindo bloco cirúrgico, bloco obstétrico, lactário e unidades de terapia intensiva neonatal. Em muitos desses locais, as quantidades ultrapassaram 2 mil unidades formadoras de colônias (UFC) por 100 mL, acima do permitido pelas normas.

Em setores como CTI Adulto e Pasteurização, o índice chegou a superar 57 mil UFC por mL, o que equivale a mais de 114 vezes o limite de alerta, segundo o sindicato. O próprio CTI Adulto apresentou também alteração de cor da água e desvio dos padrões de potabilidade definidos pelo Ministério da Saúde.

No ofício enviado às autoridades, o sindicato alertou sobre “risco iminente de surto infeccioso, sepse neonatal e óbitos”, frisando a possibilidade de infecção generalizada fatal em pacientes vulneráveis. A entidade cobrou ainda respostas imediatas da Fhemig sobre ações tomadas e dados de infecções hospitalares em abril e maio.

Em comunicado, a Fhemig confirmou os resultados detectados em abril, informando que realizou limpeza e desinfecção dos reservatórios, além de outras medidas do plano de ação. A fundação declarou não haver registro de sintomas gastrointestinais ou infecções hospitalares nos meses de abril e maio.