Da redação
Nader Awad foi baleado e morreu ao lado de outras duas pessoas após ataque ocorrido na segunda-feira, 18, no Centro Islâmico de San Diego, Califórnia. Segundo a polícia, dois adolescentes fortemente armados invadiram o local e foram confrontados pelo segurança do templo. A motivação investigada é islamofobia.
De acordo com o chefe de polícia Scott Wahl, os suspeitos tinham o objetivo de causar danos, mas foram impedidos por Amin Abdullah, segurança que reagiu aos tiros e alertou sobre o ataque pelo rádio. Abdullah conseguiu impedir o acesso dos atiradores às áreas principais da mesquita, onde cerca de 140 crianças estavam próximas.
Testemunhas relataram que Nader Awad e Mansour Kaziha atraíram os adolescentes para o estacionamento da mesquita. Ramzy, filho de Awad, confirmou que o pai correu para ajudar ao ouvir os disparos, mas acabou atingido quando os suspeitos saíam do prédio. As três vítimas morreram ainda no local.
Os corpos dos adolescentes, identificados pelas autoridades como Cain Clark, de 17 anos, e Caleb Vazquez, de 18, foram localizados em um veículo nas proximidades. Investigações da polícia e do FBI indicam que ambos tiraram a própria vida após o ataque. Durante buscas nas residências dos suspeitos, agentes recolheram armas, munição, equipamentos táticos e registros de teor extremista.
A comunidade muçulmana local manifestou perplexidade diante do episódio. Membros relataram que a mesquita, além de ser centro religioso e seção eleitoral, servia como espaço de convivência para fiéis de diversas origens, mantendo um histórico de ambiente pacífico e multicultural. Declararam não compreender o motivo de se tornarem alvo.
Segundo o imã Tama Hassane, ataques islamofóbicos aumentaram nos Estados Unidos após 2001 e cresceram novamente com os recentes conflitos em Gaza e Irã. O líder religioso responsabiliza o crescimento da “supremacia branca” e declarações de autoridades por contribuírem para a desumanização de minorias, tornando-as mais vulneráveis a agressões.






