Da redação
O Southampton foi excluído dos playoffs de acesso à Premier League após decisão da Comissão Disciplinar da EFL, nesta terça-feira, na Inglaterra. A medida foi motivada pelo envolvimento de membro da comissão técnica com filmagens indevidas do adversário, o que gerou forte impacto esportivo e financeiro no clube.
Internamente, a exclusão causou forte reação entre os jogadores. O elenco expressou insatisfação devido à perda da chance de retorno à elite inglesa e, principalmente, pelo impacto imediato nos salários. Após o rebaixamento, atletas aceitaram redução de até 40% nos vencimentos, com promessa de recuperação caso conquistassem o acesso.
Com a eliminação nos playoffs, os jogadores perderam a principal oportunidade de restabelecer seus salários originais. Isso resultou em frustração expressiva, dada a expectativa de melhora financeira em caso de promoção do clube. O corte dos vencimentos e o adiamento do retorno à primeira divisão agravaram ainda mais o clima nos bastidores.
Diante do cenário, atletas procuraram a Professional Footballers’ Association (PFA), entidade de representação da categoria, para receber orientação jurídica sobre os desdobramentos da punição. Também foi marcada reunião entre diretoria e elenco para esta quarta-feira, com o objetivo de esclarecer dúvidas e tentar evitar uma crise ainda maior no grupo.
A preocupação nos bastidores é que o episódio influencie negativamente a próxima temporada do Southampton, tanto pelo impacto nos contratos quanto no planejamento financeiro dos jogadores. A crise se instalou após a divulgação de imagem de William Salt, membro da comissão técnica, filmando atividade do Middlesbrough antes da decisão.
O Southampton havia derrotado o Middlesbrough nas semifinais e disputaria o acesso contra o Hull City em Wembley. Como resultado da punição, o Middlesbrough herda a vaga na final contra o Hull, marcada para sábado. Coventry City e Ipswich Town já garantiram acesso, enquanto Southampton tenta reverter o desgaste interno.






