Início Brasil IBGE aponta redução histórica no sub-registro, mas 3,4% das mortes sem registro

IBGE aponta redução histórica no sub-registro, mas 3,4% das mortes sem registro

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Da redação

O Brasil reduziu para níveis históricos os sub-registros de mortes e nascimentos em 2024, segundo dados do IBGE divulgados nesta quarta-feira, 20. Mesmo assim, 3,4% das mortes permanecem sem registro em cartório, percentual mais de três vezes superior ao de nascimentos não registrados, que atinge 0,95%.

O levantamento do IBGE compara informações dos cartórios de registro civil com os sistemas nacionais de saúde. A sinergia entre os bancos de dados, conforme o IBGE, permitiu aprimorar a qualidade estatística, embora haja diferenças nos momentos de notificação e registro, o que acarreta defasagens e discrepâncias nos dados vitais brasileiros.

O Brasil registrou 2.366.617 nascimentos em 2024, sendo identificados 22.690 casos não registrados no prazo legal, que vai até março do ano seguinte. Desde 2015, observou-se queda de 3,26 pontos percentuais na taxa de sub-registro de nascimentos, que era de 4,21% há dez anos. Entre mães com menos de 15 anos, o índice é de 6,10%.

Roraima (13,86%), Amapá (5,84%) e Amazonas (4,40%) registraram os maiores índices de sub-registro de nascimento, enquanto os menores ocorreram no Paraná (0,12%), Distrito Federal (0,13%) e São Paulo (0,15%). O IBGE ressalta que os padrões regionais refletem desigualdades socioeconômicas e diferentes níveis de infraestrutura.

Em relação aos óbitos, foram notificados e registrados 1.479.877 mortes em 2024, mas 52.059 ocorrências ficaram fora dos cartórios no período legal. Desde 2015, a taxa de sub-registro de óbitos caiu de 4,89% para 3,4%. A maior incidência ocorre entre bebês de menos de um ano, com taxa de 10,80%.

Maranhão (24,48%), Amapá (17,47%) e Piauí (16,15%) lideram os índices de sub-registro de mortes. Os menores estão no Rio de Janeiro (0,14%) e Distrito Federal (0,17%). Segundo o IBGE, fatores como óbitos neonatais precoces, mortes domiciliares em áreas remotas e dificuldades de acesso a cartórios impactam os números.