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Ana Fontes destaca redes femininas e empreendedorismo em entrevista ao Podcast ONU News

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Da redação

A executiva Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora, destacou em entrevista neste 20 de maio, durante o Podcast ONU News, o papel das redes femininas para impulsionar a autonomia econômica das mulheres no Brasil e internacionalmente. Ela recebeu o Prêmio Responsabilidade Social em Nova Iorque, no último dia 14, pelo trabalho realizado à frente da organização.

Segundo Ana Fontes, mais de um terço dos negócios no Brasil atualmente são gerenciados por mulheres, abrangendo desde pequenas até grandes empresas. A Rede Mulher Empreendedora, criada em 2010, já movimentou uma renda de R$ 50 milhões e conecta cerca de 3 milhões de mulheres em suas ações, alcançando mais de 10 milhões no país.

Durante o podcast, Ana relatou desafios que ainda persistem, como o tabu do afastamento pela licença-maternidade. “Eu recebo diariamente dezenas de mensagens de mulheres ou porque foram demitidas pós licença-maternidade, ou porque não se sentiram mais parte e pediram demissão das empresas”, relatou. Ela defende a implementação de licenças parentais, já adotadas em alguns países.

A empreendedora ressaltou que uma das maiores barreiras para mulheres em situação de vulnerabilidade é acreditar em seu próprio potencial. “A primeira que a gente trabalha com ela é a autoconfiança. Ela precisa acreditar que ela tem a capacidade. E ela tem a capacidade”, afirma Fontes, enfatizando a importância do trabalho com liderança e gestão financeira.

Ana Fontes também ocupa o cargo de vice-presidente do Conselho do Pacto Global no Brasil e defende que o empreendedorismo feminino precisa estar alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. A Rede Mulher Empreendedora tem status consultivo no Conselho Econômico e Social das Nações Unidas, podendo participar de debates globais sobre equidade.

A organização oferece cursos gratuitos em áreas como finanças, marketing, inteligência artificial e gestão de marcas. Para Ana, o networking e a colaboração entre mulheres são essenciais: “Quando você ajuda, você abre porta. Porque você segurar na mão de uma outra mulher, isso faz uma diferença, muda o jogo”, conclui.