Início Distrito Federal CLDF aprova criação de sala infantil de acolhimento no IML

CLDF aprova criação de sala infantil de acolhimento no IML

Da redação do Conectado ao Poder

Medida visa garantir ambiente seguro e confortável para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade

A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou, em 20 de maio de 2026, o projeto de lei do deputado distrital Hermeto (MDB) que determina a criação de uma sala de acolhimento infantil no Instituto Médico-Legal (IML) do DF. A medida busca oferecer um atendimento mais humanizado a crianças e adolescentes vítimas de violência ou acompanhantes de vítimas.

O objetivo da iniciativa é preservar a dignidade e a integridade emocional dos menores em situação de vulnerabilidade. O projeto estabelece que deve existir pelo menos uma sala reservada, equipada e adaptada no IML para garantir condições adequadas e minimizar impactos psicológicos causados pelo ambiente institucional tradicional.

Segundo o texto aprovado, a nova sala poderá contar com brinquedos, materiais lúdicos, livros e uma estrutura especialmente planejada para o acolhimento desse público. O atendimento deverá ser realizado por profissionais capacitados, como psicólogos, assistentes sociais e peritos forenses com experiência em casos infantis e juvenis.

Hermeto justificou que o ambiente do IML pode agravar traumas em crianças e adolescentes que já sofreram violência, destacando a importância de evitar situações de revitimização. O parlamentar defendeu que a criação do espaço representa avanço no amparo a esse público e na proteção dos seus direitos conforme previsto em legislação vigente.

“A aprovação deste projeto representa um avanço importante na humanização do atendimento às crianças e adolescentes vítimas de violência no Distrito Federal. Precisamos garantir que esses jovens sejam acolhidos com dignidade, respeito e cuidado em um momento tão delicado de suas vidas. Nosso compromisso é proteger a infância e combater qualquer forma de revitimização”, afirmou Hermeto.

O projeto está alinhado ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e à Convenção sobre os Direitos da Criança da ONU. Além de promover acolhimento humanizado, a medida visa também contribuir para a elucidação de crimes, facilitando a coleta de provas em ambiente menos hostil e fortalecendo o trabalho das autoridades de proteção.