Início Brasil Câmara vota esta semana PEC que encerra regime de trabalho 6×1

Câmara vota esta semana PEC que encerra regime de trabalho 6×1

- Publicidade -


Da redação

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que visa extinguir o regime de trabalho 6×1 entra em pauta nesta semana na Câmara dos Deputados. Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Casa, pretende aprovar ao menos o texto-base até quarta-feira. A votação ocorre devido à pressão por mudanças nas jornadas de trabalho.

O regime 6×1 prevê seis dias consecutivos de trabalho seguidos por um dia de descanso, prática comum em diversos setores. A PEC busca alterar esse modelo, ampliando discussões sobre a jornada dos trabalhadores e atendendo reivindicações de categorias específicas, segundo participantes das negociações. As discussões têm mobilizado parlamentares e sindicatos.

A expectativa é de que o relatório sobre a redução da jornada seja apresentado antes da votação, permitindo ajustes e possíveis emendas. O tema, porém, enfrenta resistência de parte dos parlamentares e representantes do setor patronal, que alegam possíveis impactos econômicos e logísticos nas empresas. O clima de incerteza permeia os debates na Câmara.

Hugo Motta declarou que seu objetivo é garantir um debate amplo e transparente, frisando “a importância de decidir o tema nesta semana”. O presidente da Casa busca construir consenso entre as bancadas para viabilizar a votação ainda antes do recesso parlamentar, previsto para a próxima semana. Lideranças também se articulam para mitigar divergências nos plenários.

Setores contrários à proposta argumentam que a mudança pode gerar aumento de custos e pressão sobre a produtividade, enquanto apoiadores defendem que a reforma é necessária para equilibrar saúde e qualidade de vida dos trabalhadores. O andamento da PEC será acompanhado por representantes de diferentes categorias profissionais durante as sessões.

A tramitação da PEC do fim da escala 6×1 atrai atenção nacional, por envolver milhares de trabalhadores. O texto-base, que precisa ser aprovado em dois turnos na Câmara para seguir ao Senado, ainda pode sofrer alterações a partir do relatório em discussão. Parlamentares afirmam que novas rodadas de negociações ocorrerão nos próximos dias.