Da redação
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) questionou, nesta segunda-feira (25), no plenário do Senado, decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes que pode resultar na anulação geral dos processos relacionados ao caso do Banco Master. O debate acontece em meio à análise do julgamento sobre a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.
Na semana passada, Gilmar Mendes pediu vista do julgamento que avalia decisões de André Mendonça, também ministro do STF, vinculadas à Operação Compliance Zero. A operação resultou na prisão de Henrique Vorcaro e Felipe Cançado Vorcaro, respectivamente pai e primo de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
Eduardo Girão fez críticas à Procuradoria-Geral da República (PGR) e afirmou que setores do STF e do Congresso atuam para dificultar o andamento das investigações. O senador comparou o cenário ao que aconteceu com processos derivados da força-tarefa da Lava Jato.
Segundo Girão, “O ministro Gilmar Mendes está armando uma cama-de-gato para anular tudo. É importante que o brasileiro saiba disso. O pano de fundo não é o método lavajatista não, até porque as três instâncias confirmaram as decisões da força-tarefa da Lava Jato”.
O parlamentar elogiou o ministro André Mendonça por considerar que ele conduz as investigações relacionadas ao Banco Master “com responsabilidade e imparcialidade”. Girão destacou que Mendonça rejeitou uma colaboração premiada de Vorcaro, que, na avaliação do senador, não atingiria integrantes dos três Poderes.
Em sua declaração, Girão afirmou: “A delação fake que o Vorcaro estava querendo fazer poupava o ministro [Dias] Toffoli, o ministro [Alexandre de] Moraes e outras pessoas poderosas dos três Poderes da República. Mas o Brasil precisa dessa delação. Quem vai pagar essa conta, com taxas altas, com mais juros, é o brasileiro”.






