Da redação
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, elogiou nesta terça-feira (26) a encíclica “Magnifica Humanitas”, escrita pelo papa Leão XIV sobre os riscos da inteligência artificial. O documento foi apresentado na segunda-feira, no Vaticano, em um momento de debate internacional sobre avanços tecnológicos e ética.
Vance, que tem histórico profissional no setor de tecnologia como investidor de capital de risco, destacou a importância do texto do pontífice. Ele declarou que o que leu é “muito profundo” e caracterizou a encíclica como “o tipo de ação que alguém esperaria e desejaria de um líder da Igreja”.
No manifesto, Leão XIV, primeiro papa americano e ex-arcebispo de Chicago, alertou para possíveis consequências negativas da inteligência artificial. Entre suas advertências, destacou que a tecnologia pode gerar “novas formas de escravidão”, além de outras ameaças ao bem-estar humano.
O vice-presidente ressaltou que “o que acontece com a moralidade é que os princípios nunca mudam, mas a forma como são aplicados muda, porque o mundo muda, certo?”. Segundo Vance, a liderança moral da Igreja é fundamental diante de transformações tecnológicas rápidas.
Apesar dos elogios ao papa, Vance e o Vaticano divergem em temas políticos, especialmente em relação à política migratória dos Estados Unidos. Leão XIV já condenou publicamente as deportações em massa promovidas pelo governo Trump, político apoiado por Vance.
JD Vance converteu-se ao catolicismo em 2019 e afirmou estar satisfeito pelo papa ter escolhido o nome Leão XIV, em referência a Leão XIII, que abordou questões similares na era industrial. Para Vance, o atual pontífice e a Igreja têm papel central na oferta de liderança moral diante dos desafios gerados pela inteligência artificial.






