Da redação
A defesa de Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, afirmou nesta quarta-feira, 27, que ele não conhece Deolane Bezerra nem Everton de Souza, presos na última semana em São Paulo sob suspeita de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC), segundo investigações em curso.
Segundo o advogado Bruno Ferullo, que visitou Marcola na Penitenciária Federal de Brasília na segunda-feira, 25, o detento negou qualquer vínculo com a transportadora investigada por supostamente lavar dinheiro para a facção. Marcola declarou ter laços somente com seu irmão, Alejandro Camacho, e com seus sobrinhos Leonardo e Paloma Camacho.
O advogado relatou que Marcola reagiu com “surpresa e indignação” ao saber que também era alvo da operação Vérnix. Conforme apurado, mesmo já detido desde 1999, ele teve outro mandado de prisão cumprido contra si dentro da penitenciária, no contexto da operação realizada pelas autoridades paulistas.
De acordo com o Ministério Público e a Polícia Civil, Deolane Bezerra teria recebido transferências de uma transportadora supostamente ligada a Marcola e seu irmão, operada por pessoas ainda foragidas. Everton de Souza, por sua vez, é apontado como responsável por articular transferências de contas desses intermediários para a influenciadora digital.
A investigação começou há sete anos após apreensão de manuscritos em um presídio de Presidente Venceslau. Esses documentos, conforme a polícia, continham ordens e menções a transportadoras próximas à penitenciária, levando à identificação da Lopes Lemos Transportes Ltda, apontada como supostamente criada pela facção criminosa.
Durante audiência de custódia, a defesa de Deolane argumentou pela libertação alegando que ela tem uma filha menor de 12 anos. O ministro Flávio Dino, do STF, recusou liberar a influenciadora, afirmando não ver “manifesta ilegalidade” e defendendo que o caso ainda tramita em outras instâncias.




