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Imprensa internacional destaca ação dos EUA contra PCC e CV e lobby Bolsonaro


Da redação

O governo dos Estados Unidos incluiu o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) em sua lista de organizações terroristas na última semana. A decisão, anunciada oficialmente em Washington, repercutiu globalmente devido a possíveis impactos diplomáticos, financeiros e políticos sobre o Brasil e outros países da América Latina.

O The New York Times destacou o papel de integrantes da família Bolsonaro junto ao governo Trump em defesa da classificação das facções. Segundo o jornal, “meses de lobby agressivo dos filhos do ex-presidente preso Jair Bolsonaro” antecederam o anúncio. O periódico também ressaltou potenciais prejuízos econômicos para o sistema bancário brasileiro diante do risco de sanções.

Na mesma linha, o The Washington Post relacionou a medida à política de endurecimento de Trump contra grupos criminais latino-americanos. A publicação observou que integrantes do governo Lula enxergam a decisão “como uma interferência em favor de seu rival”. Além disso, o presidente americano tem adotado “medidas agressivas para combater o tráfico de drogas no Hemisfério Ocidental”.

O Financial Times, do Reino Unido, enfatizou prováveis impactos econômicos e diplomáticos e afirmou que a nova classificação poderá “tensionar as relações com o Brasil”. O veículo acrescentou que PCC e CV, segundo autoridades dos EUA, já são considerados “redes criminosas transnacionais” com atuação fora das fronteiras do Brasil.

O jornal espanhol El País apontou que a decisão “agita o processo eleitoral” brasileiro, levantando preocupações no governo Lula quanto à ampliação da influência jurídica e econômica dos Estados Unidos. Segundo o jornal, a ação “poderia abrir caminho para uma intervenção militar”, hipótese que contribui para o debate político nacional.

A emissora France24 relatou forte oposição de líderes de esquerda na região quanto à classificação das facções como terroristas, enquanto governos à direita manifestam apoio à medida. A Al Jazeera também associou o caso à aproximação entre Donald Trump e a família Bolsonaro e relembrou recentes atritos diplomáticos entre Washington e Brasília.

O anúncio foi feito pelo secretário de Estado americano Marco Rubio ao incluir PCC e CV em listas vinculadas ao combate ao terrorismo e ao crime organizado transnacional. Especialistas observam que a medida amplia instrumentos jurídicos e financeiros para autoridades dos EUA e pode trazer novos desdobramentos na relação bilateral com o Brasil.