Da redação
Entre os dias 28 e 30 de maio, a Universidade de Cabo Verde sediou o Encontro Internacional da Crioulidade Atlântica. O evento buscou incentivar a reflexão acadêmica, cultural e artística em torno do crioulo cabo-verdiano, promovendo debates sobre identidade e diversidade linguística no contexto do Atlântico.
Na abertura, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, enviou uma mensagem em vídeo parabenizando a iniciativa multilateral. Segundo Guterres, a proposta “promove uma linguagem de encontro, de dignidade e de pertença”. O secretário-geral também afirmou esperar que o evento inspire a construção de pontes e o incentivo à paz.
O alto Representante das Nações Unidas para a Aliança das Civilizações, Miguel Ángel Moratinos, realizou um discurso durante a cerimônia de abertura, ressaltando a importância do diálogo intercultural. Dimitri Sanga, diretor do Escritório Regional da Unesco para a África Ocidental, participou em seguida, contribuindo para o painel “Crioulidade e as suas Especificidades”.
A conferência “O Atlântico que somos: o património e a construção de um novo projeto de humanidade” trouxe a pesquisadora Catarina Vaz Pinto como principal oradora. Segundo ela, o debate sobre patrimônios culturais pode colaborar com a formação de novas perspectivas de humanidade numa sociedade globalizada.
No dia 29 de maio, a programação contou com presença da coordenadora do Sistema ONU em Cabo Verde, Patrícia Portela de Souza, e de Tabué Nguma, dirigente da Unesco, conferindo continuidade às discussões sobre identidade e integração regional no espaço atlântico, com ênfase no papel das instituições multilaterais.
O evento faz parte de uma série de iniciativas acadêmicas que buscam valorizar o crioulo cabo-verdiano e fomentar o diálogo em plataformas internacionais. As atividades se concentraram na Universidade de Cabo Verde e reuniram representantes de diferentes setores ligados à cultura e à diplomacia.





