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Colômbia realiza eleição presidencial neste domingo com três favoritos ao segundo turno

Colômbia realiza eleição presidencial neste domingo com três favoritos ao segundo turno


Da redação

A Colômbia, país com 53 milhões de habitantes e o segundo mais populoso da América do Sul, realiza neste domingo (31) as eleições presidenciais para o mandato de 2026 a 2030. Entre os 14 candidatos, Ivan Cepeda, Paloma Valencia e Abelardo de La Espriella lideram as intenções de voto, conforme pesquisas recentes.

Segundo dados apurados, Ivan Cepeda é filósofo de esquerda, defensor de direitos humanos e aliado do presidente Gustavo Petro, enquanto Paloma Valencia representa a direita tradicional e mantém ligação com o ex-presidente Álvaro Uribe. Abelardo de La Espriella, advogado milionário que nunca se candidatou antes, tem como referências Javier Milei e Donald Trump.

O resultado do pleito pode direcionar a Colômbia para uma aproximação ainda maior com os Estados Unidos ou sustentar a continuidade do atual bloco governista, o Pacto Histórico, liderado por Petro. O atual presidente não disputa a reeleição, pois a legislação colombiana não permite um novo mandato consecutivo.

Matheus Petrelli, pesquisador do Observatório Político Sul-Americano (OPSA) da Uerj, destacou a importância geopolítica da Colômbia, país que possui acesso tanto ao Oceano Pacífico quanto ao Caribe. Segundo ele, a definição do governo afeta o alinhamento regional e internacional do país.

Petrelli afirmou que “o Petro tentou muito se vincular politicamente ao Lula no contexto regional, em pautas ambientais e sociais. A eleição do seu sucessor representa a manutenção dessa proximidade. Já a eleição de Paloma ou Abelardo representaria retomada do processo de vínculo mais estreito com os EUA”.

Até 2022, a Colômbia era considerada uma das principais aliadas dos Estados Unidos na América do Sul. Ivan Cepeda aparece como favorito para o segundo turno, previsto para 21 de junho. Ele é filho do senador Manuel Cepeda Vargas, assassinado em 1994 “por agentes estatais em cumplicidade com paramilitares”, conforme sua biografia.