Da redação
São Tomé e Príncipe avançou na preparação para os impactos previstos de um forte El Niño. Nas consultas nacionais de lançamento do Resilands, executado pela Comissão Econômica das Nações Unidas para a África (ECA), o país fortaleceu a gestão de riscos e os alertas preventivos.
António Palazuelos, especialista em Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, disse que a previsão exige ação rápida. “É preciso reforçar o sistema de alerta e melhorar as infraestruturas para que sejam resilientes ao clima”, declarou. Ele defendeu obras resistentes a cheias e eventos extremos.
Tempestades, inundações e deslizamentos estão entre as ameaças. Financiado pelo Fundo Verde para o Clima, o Resilands reúne nove países da Comissão dos Estados Insulares Africanos para o Clima. As consultas criaram uma carteira nacional de projetos climáticos prioritários.
As enchentes de 2021, consideradas as piores em três décadas, deixaram vítimas fatais, destruíram três pontes estratégicas, inclusive o acesso ao aeroporto, e isolaram comunidades. O desastre submergiu a capital, mobilizou as Forças Armadas e levou à decretação de calamidade.



