Início Política Lula responde politicamente a novo tarifaço de 25% de Trump contra Brasil

Lula responde politicamente a novo tarifaço de 25% de Trump contra Brasil


Da redação

O governo dos Estados Unidos anunciou um novo aumento tarifário de 25% sobre produtos brasileiros nesta segunda-feira. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara resposta política à medida, depois que o anúncio reacendeu debates sobre a política comercial entre os dois países, de acordo com auxiliares do presidente no Palácio do Planalto.

Segundo esses assessores, a estratégia de Lula deve evidenciar que não há justificativa técnica para o tarifaço e destacar que o ex-presidente Donald Trump busca interferir em assuntos internos do Brasil por meio dessa decisão. A expectativa é que a resposta presidencial concentre-se em aspectos políticos do novo aumento anunciado pelo governo americano.

Durante reuniões no Palácio do Planalto, técnicos preveem que, assim como ocorreu em 2023 após uma sobretaxa de 50% a produtos brasileiros, a reação do presidente à medida dos Estados Unidos pode se refletir positivamente nos índices de popularidade do chefe do Executivo nacional.

Além disso, Lula deve associar publicamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como provável adversário na próxima eleição presidencial, ao interesse da Casa Branca em impor as novas tarifas. Integrantes próximos do presidente avaliam que esse movimento pode desgastar a imagem política do parlamentar.

As declarações oficiais e a abordagem adotada pelo governo federal serão acompanhadas de perto por setores econômicos e diplomáticos dos dois países, em meio à tensão sobre as relações comerciais bilaterais. A repercussão imediata e as repercussões a médio prazo seguem sendo analisadas por auxiliares do governo.

No ano passado, o anúncio de tarifas norte-americanas de 50% sobre produtos brasileiros provocou reação semelhante do governo Lula, que apostou em discurso de defesa da economia nacional. Tanto medidas anteriores quanto os impactos políticos das respostas têm sido monitorados por analistas e técnicos do governo.