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Planalto e Itamaraty analisam reunião entre Lula e Trump no G7 de 2026


Da redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira, 3, durante reunião ministerial, que pretende comparecer à cúpula do G7 em Évian, na França, marcada para os dias 15 a 17 de junho de 2026. A possível participação ocorre após a imposição de um novo tarifaço sobre produtos brasileiros.

A declaração de Lula provocou movimentação entre seus auxiliares, que estudam a possibilidade e a conveniência de uma reunião bilateral com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o evento. Essa discussão ganha relevância diante do recente endurecimento das tarifas americanas contra produtos do Brasil.

Segundo apuração, a Casa Branca confirmou há duas semanas que Trump estará presente na cúpula do G7. Enquanto isso, equipes do Palácio do Planalto e do Ministério de Relações Exteriores iniciaram sondagens para tentar viabilizar o encontro entre os dois presidentes, embora a agenda oficial ainda não tenha definida.

De acordo com interlocutores do governo, a confirmação da reunião bilateral deve ocorrer somente mais próximo da realização do evento. A expectativa é que a decisão considere o cenário das relações comerciais entre os países e a repercussão das tarifas impostas.

O G7 reúne as principais economias globais: Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão. Neste ano, Lula recebeu o convite para participar do encontro enviado pelo presidente da França, Emmanuel Macron, anfitrião da edição de 2026.

Essa participação do presidente brasileiro em cúpulas do G7 ocorre em meio a discussões sobre políticas comerciais e sanções, assuntos frequentemente debatidos durante as reuniões do grupo. O G7 é considerado um dos principais fóruns de diálogo sobre economia, segurança internacional e temas globais de relevância para as nações participantes.