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Alcolumbre acusa governo Lula de pressioná-lo nas redes por votação da PEC 6×1


Da redação

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou que não pretende ceder à pressão do governo Lula (PT) para acelerar a votação da PEC que propõe o fim da escala 6×1, apesar de receber críticas nas redes sociais. A discussão ocorre em meio ao período eleitoral, o que, segundo ele, pode limitar o debate.

Alcolumbre relatou a aliados que identifica ação do governo e grupos de esquerda na mobilização virtual pela aprovação da PEC. Ele ressaltou que a Câmara dos Deputados teve mais de cinco meses para analisar o texto e que o Senado não deve apenas “carimbar” a decisão dos deputados, insistindo em um diálogo amplo e sem pressa.

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência não se manifestou sobre o caso. Dois aliados apontam que Alcolumbre considera inadequado votar a proposta durante as eleições, pois, segundo ele, esse contexto cerceia discussões aprofundadas. No entanto, avalia que o apelo popular da medida tende a influenciar a votação caso os empresários não consigam mobilizar a sociedade sobre potenciais impactos.

Na última terça-feira (2), durante sessão, Alcolumbre declarou que a PEC não irá direto ao plenário, passando antes pela Comissão de Constituição e Justiça. Em suas palavras: “Essa é a minha percepção. Ela não é a favor nem é contra. Ela é a favor do debate, do diálogo, da construção, do entendimento”, afirmou o presidente do Senado.

Após encontro na segunda-feira com empresários liderados pela Fiesp, Alcolumbre relatou pressão de diferentes setores e disse que o andamento da proposta dependerá de uma discussão adequada. Empresários relataram que pretendem intensificar a divulgação de possíveis aumentos de preços para tentar frear o apoio popular à PEC, cujo texto prevê redução da jornada para 40 horas semanais e duas folgas remuneradas.

Para aprovação, a PEC precisa do voto favorável de pelo menos 49 senadores em dois turnos. Caso haja mudanças no texto, o projeto retorna à Câmara dos Deputados. A relação entre Alcolumbre e o presidente Lula está abalada desde a indicação e posterior rejeição de Jorge Messias ao STF, já que Alcolumbre havia defendido o nome do senador Rodrigo Pacheco para a vaga.