Da redação
O ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, afirmou nesta quinta-feira, durante a 34ª Marcha Para Jesus em São Paulo, que entrega sua vida “nas mãos de Deus” ao comentar a possibilidade de ser novamente indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma vaga no Supremo Tribunal Federal.
Messias teve sua indicação ao STF rejeitada pelo plenário do Senado em 29 de abril. Na ocasião, ele recebeu 42 votos contrários e 34 favoráveis, não alcançando a maioria absoluta necessária de 41 votos para aprovação. Este episódio marcou a primeira rejeição de uma indicação presidencial ao Supremo desde 1894.
Durante participação no evento, Jorge Messias declarou: “E, quando Deus comissiona, Ele prepara. Ele envia e prepara. Eu vou esperar a resposta de Deus, vou esperar a posição do presidente”. A declaração aconteceu em meio a questionamentos sobre uma possível nova indicação.
O ministro afirmou que compareceu à sabatina no Senado “com o espírito mais leve possível, de paz e de tranquilidade”. Messias também disse que o debate em torno de sua indicação acabou assumindo uma centralidade política que extrapolou questões técnicas ou jurídicas.
Segundo Messias, “não acho que aquele processo tenha sido um processo que representou o espírito da maioria do povo brasileiro”. Ele enfatizou, no entanto, que respeita o resultado da sabatina e da votação por acreditar nos princípios democráticos.
A reprovação de Messias pelo Senado foi inédita em mais de um século. Até então, todas as indicações presidenciais para vagas no Supremo Tribunal Federal haviam sido aprovadas desde o fim do século XIX. O episódio gerou discussões sobre a condução do processo de indicação e aprovação de ministros para o STF.






