Da redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Brasil, e Donald Trump, nos Estados Unidos, enfrentam desafios com a inflação elevada em seus países. O tema ganha destaque devido à proximidade das eleições: Lula busca a reeleição em outubro, enquanto Trump tenta manter a maioria republicana no Congresso em novembro.
A inflação crescente preocupa ambos, já que o aumento do custo de vida pode impactar a popularidade em um ano eleitoral. Nos debates públicos recentes, além do novo tarifaço sobre produtos brasileiros anunciado pelo governo dos EUA, o tema econômico tornou-se central nas discussões políticas de 2026.
Segundo especialistas, o aumento generalizado de preços nos dois países está relacionado principalmente à guerra no Oriente Médio, iniciada por Trump, que tem agravado os custos de combustíveis e energia. Em 2025, a elevação de tarifas já havia provocado aumento dos preços dos alimentos nos Estados Unidos, e neste ano a pressão se intensificou.
O mercado de trabalho aquecido em ambos os países também contribui para a inflação. Só em maio, os EUA criaram 172 mil empregos, número significativamente acima da expectativa de 88 mil vagas. Além disso, a revisão do dado de abril reduziu os temores de uma desaceleração econômica mais forte.
Como reação aos indicadores econômicos, o dólar registrou alta de 1,63% frente ao real nesta sexta-feira, 5, sendo negociado a R$ 5,153. As pressões inflacionárias geram atrito entre Lula, Trump e os respectivos bancos centrais, que resistem a cortar juros diante dos repiques de inflação, apesar do desejo dos líderes.
No Brasil, os principais bancos projetam fim antecipado do ciclo de cortes de juros, estimando taxa em 14% no início do ano. Nos Estados Unidos, a taxa permanece em 3,75% desde março, sem perspectiva de redução no curto prazo, conforme informações do setor financeiro.





