Início Mundo China liderou execuções por pena de morte em 2025, aponta Anistia Internacional

China liderou execuções por pena de morte em 2025, aponta Anistia Internacional


Da redação

A China foi o país que mais realizou execuções por pena de morte em 2025, segundo relatório da Anistia Internacional divulgado nesta terça-feira. De acordo com a organização, o país asiático manteve milhares de execuções ao longo do ano, superando todas as demais nações no uso da pena capital.

O levantamento, que analisou dados de janeiro a dezembro de 2025, revelou o maior número global de execuções desde 1981. Foram contabilizadas pelo menos 2.707 mortes resultantes de sentenças judiciais, o que representa um aumento de 78% em relação ao ano anterior, conforme os dados apresentados pela Anistia Internacional.

Segundo a organização, pelo menos 17 países aplicaram a pena de morte em 2025. Entre os métodos utilizados estão injeção letal, enforcamento, decapitação, fuzilamento e asfixia por nitrogênio. Além da China, os países com maior número de execuções foram Irã, Arábia Saudita e Iraque. Os Estados Unidos ficaram em sétimo lugar, com 47 casos, maior número desde 2009.

O relatório detalhou ainda crimes que levam à pena capital na China, como tráfico de drogas, corrupção, espionagem e atentados à segurança nacional. Conforme o documento, 46% das execuções conhecidas no mundo em 2025 foram por crimes relacionados ao tráfico, além de registros envolvendo repressão política e outros delitos graves.

O governo chinês afirmou, em nota, que “a Anistia Internacional possui preconceito contra a China e não é confiável”. O Ministério das Relações Exteriores declarou ainda que o país “controla rigorosamente e reduz gradualmente a pena de morte”, fixando padrões estritos para sua aplicação.

O relatório indica que, apesar da falta de dados oficiais, fontes como familiares de condenados e representantes legais corroboram a estimativa de milhares de execuções anuais na China. A Anistia Internacional deixou de divulgar números exatos desde 2009 devido à restrição de informações imposta pelo regime chinês.