Da redação
O presidente da China, Xi Jinping, chegou a Pyongyang ao meio-dia desta segunda-feira (8), marcando sua primeira visita oficial à Coreia do Norte desde 2019. Xi reiterou o compromisso chinês com o regime de Kim Jong-un, destacando que o apoio de Pequim permanecerá inalterado, independentemente de mudanças no cenário internacional.
A visita ocorre enquanto a Coreia do Norte fortalece sua economia com a ampliação do comércio e cooperação militar com a Rússia. Analistas apontam que esse contexto pode aumentar a confiança de Kim Jong-un em negociações diplomáticas. Xi foi recebido por Kim e pela primeira-dama, Ri Sol Ju, com tapete vermelho, guarda de honra, balões e crianças entregando flores.
Durante as solenidades na praça Kim Il-sung, tradicional palco de desfiles, houve salva de 21 tiros e multidões celebrando a chegada do líder chinês. Xi manifestou uma “sensação especial de proximidade” com o país vizinho e avaliou que as relações bilaterais atingem agora um “novo ponto de partida histórico”.
Em reunião com Kim, Xi defendeu o aprofundamento dos laços estratégicos e a atuação conjunta para “proteger seus interesses de soberania, segurança e desenvolvimento”. Segundo o governo chinês, Xi afirmou: “Não importa como a situação internacional mude, a China continuará valorizando altamente sua amizade tradicional com a Coreia do Norte”.
Xi ainda propôs ampliar a cooperação em áreas como diplomacia, segurança, Forças Armadas, agricultura, comércio, tecnologia e construção, e incentivar o aumento dos intercâmbios entre as populações aproveitando a reabertura das fronteiras pós-pandemia. Em março, voos diretos entre Pequim e Pyongyang foram restabelecidos.
A visita acontece em meio à estagnação nas negociações nucleares entre Coreia do Norte e Estados Unidos. Segundo o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo, Pyongyang possui cerca de 60 ogivas atômicas. Na véspera, o governo norte-coreano anunciou planos para construir um destróier naval de 10 mil toneladas.





