Início Distrito Federal Ibaneis Rocha diz ser natural presidir MDB-DF se Wellington Luiz sair

Ibaneis Rocha diz ser natural presidir MDB-DF se Wellington Luiz sair


Da redação

O ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha pode assumir o comando do MDB-DF, conforme apurado junto a uma fonte próxima ao diretório nacional do partido. O MDB se reúne virtualmente nesta quinta-feira, 11, às 18h, para discutir a crise interna envolvendo o diretório distrital e o futuro da presidência da legenda.

O encontro foi convocado após um grupo de parlamentares reivindicar maior autonomia para decidir apoios e coligações nas eleições deste ano. O líder do MDB no Congresso Nacional, Isnaldo Bulhões, foi designado para analisar a possibilidade de intervenção no diretório do Distrito Federal, conforme informou o presidente nacional do partido, Baleia Rossi.

Segundo a fonte, Ibaneis Rocha teria procurado lideranças do partido com a intenção de assumir a presidência do MDB-DF, numa iniciativa vista como tentativa de afastar o atual presidente, Wellington Luiz. O ex-governador, entretanto, negou que tenha mantido diálogos sobre o tema e afirmou que “nada seria mais natural” do que ocupar o posto, mas garantiu que não trabalha para isso.

A mesma fonte observou que, apesar de Ibaneis ter boa aceitação junto à cúpula do partido, sua eventual nomeação poderia causar desgaste devido à possibilidade de seu nome surgir em uma delação envolvendo Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB. “O partido não quer mais desgaste com essa história do Banco Master”, ponderou, acrescentando que há resistência à mudança.

O deputado federal Rafael Prudente era cotado para assumir o MDB-DF antes da crise, tendo já presidido a sigla, mas pode perder espaço caso se confirme um distanciamento com a governadora Celina Leão. Prudente perdeu cargos na TCB nesta semana, e pode perder outras indicações na Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

Wellington Luiz, presidente regional do MDB-DF, afirmou nesta quinta-feira que não aceitará ser “presidente figurativo” e que poderá renunciar ao cargo, dependendo do resultado da reunião. O cenário evidencia uma disputa interna que impacta o comando do partido no Distrito Federal, em meio à articulação para as eleições de 2024.