Da redação
Manifestantes e policiais entraram em confronto próximo ao Estádio Azteca, na Cidade do México, minutos antes do início da Copa do Mundo de 2026, que foi anunciado por fogos de artifício. O protesto ocorreu enquanto a seleção do México enfrentava a África do Sul, nesta quinta-feira, 11 de junho, exigindo justiça para desaparecidos no país.
O protesto se intensificou quando um grupo removeu as barreiras que protegiam o estádio, resultando em confrontos físicos com agentes de segurança. Outros manifestantes armados com pedaços de pau e tacos quebraram janelas de carros da polícia no entorno do estádio, conforme relatos da polícia local.
“Mexicano, campeão em desaparecimentos!” foi um dos slogans mais ouvidos durante o protesto, que reuniu diversos grupos insatisfeitos com a realização da Copa no México diante da crise relacionada ao crime organizado. Policiais buscaram impedir a aproximação dos manifestantes, usando gás lacrimogêneo e contando com efetivo da polícia montada.
Segundo informações da polícia, ações mais contundentes foram atribuídas ao chamado “bloco negro”, composto por pessoas encapuzadas e vestidas de preto, que atacaram policiais com pedras, paus e grades de metal retiradas das barreiras de segurança do perímetro.
No centro da capital, cenas de tumulto marcaram a Fan Fest montada na praça do Zócalo, onde milhares de torcedores enfrentaram dificuldades para acessar o local, cercado por grades devido ao acampamento de um sindicato de professores em protesto há mais de uma semana. Isso bloqueou a entrada dos torcedores interessados em assistir ao jogo inaugural pelo telão.
Casos de tumulto e empurra-empurra levaram muitos torcedores a abandonar o evento. Miriam Corona e Víctor Gómez, que viajaram cerca de 300 km de Puebla, desistiram após dificuldades de acesso e relataram cenário de caos. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, já havia sinalizado possível ausência devido às manifestações de professores no local.





