Da redação
O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) realizou nesta quinta-feira, 11, um evento de lançamento da pré-campanha à reeleição em Macapá, no estacionamento do Araxá, a partir das 18h, apesar de decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) que determinou a suspensão imediata do ato. A liminar atende a pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE).
O TRE-AP proibiu especificamente o uso da estrutura profissional montada para o evento, que incluía palco, telões de LED, sistema de som e balões infláveis com o nome do pré-candidato. O descumprimento prevê multa de R$ 25 mil para cada hora de realização do evento, conforme decisão do tribunal.
O Ministério Público Eleitoral entrou com representação após fiscais da instituição constatarem no local equipamentos e estrutura considerados incompatíveis com as restrições do período de pré-campanha. De acordo com o MP, a legislação do período exige moderação nas ações dos pré-candidatos.
Em posicionamento público, o MP sustentou que o investimento financeiro e logístico feito para o evento poderia prejudicar a igualdade de condições na disputa eleitoral. “O alto investimento financeiro e logístico do evento desequilibra a disputa eleitoral”, argumentou o órgão, acrescentando que candidatos com menos recursos não teriam condições de promover ato semelhante.
A assessoria de Randolfe Rodrigues foi procurada, mas o senador não se manifestou até o momento. O caso não é inédito neste ciclo pré-eleitoral. Em 6 de junho, o parlamentar organizou o chamado “Adesivaço do Rands”, que também foi objeto de ação junto ao TRE-AP por indícios de descumprimento das normas.
Em 9 de junho, o MP Eleitoral recomendou que o senador se abstivesse do uso de jingles eleitorais, estruturas de grande porte e do fornecimento massivo de brindes e adesivos. Ainda segundo o MP, Randolfe intensificou a divulgação do evento nas redes sociais, convocando apoiadores com camisas padronizadas, vuvuzelas e apitos.





