Da redação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na sexta-feira que o país realizou um ataque letal contra Hector Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como Nino Guerrero, líder do grupo prisional venezuelano Trem de Aragua. A operação ocorreu em cooperação com autoridades venezuelanas, segundo confirmação oficial da presidência americana.
Ao declarar a ação, Trump afirmou que os Estados Unidos trabalharam “em estreita cooperação com nossos amigos na Venezuela, com os quais estamos trabalhando muito bem”. A Casa Branca, o Pentágono e o Comando Sul dos EUA não responderam de imediato a solicitações de comentários sobre os desdobramentos da operação.
O Trem de Aragua se tornou alvo das autoridades americanas em 2025, quando o Departamento de Estado dos EUA classificou a facção como organização terrorista estrangeira. A mesma tipificação passou a ser aplicada posteriormente a grupos brasileiros como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho).
De acordo com informações do governo americano, a facção, conhecida no Brasil pela sigla TDA, envolve-se em crimes como sequestro, extorsão, tráfico de pessoas para exploração sexual, contrabando de mercadorias e migrantes, mineração ilegal, tráfico de drogas e roubo em diferentes países da região.
Autoridades americanas também acusam o grupo criminoso de manter ligações com o governo de Nicolás Maduro. Maduro, por sua vez, aguarda julgamento na Justiça dos Estados Unidos por suspeita de participar de atividades relacionadas a narcoterrorismo, tráfico de drogas e porte ilegal de armas.
O Trem de Aragua, originalmente formado no sistema prisional venezuelano, expandiu sua atuação para outros países da América Latina, inclusive o Brasil, conforme apurado por órgãos de segurança pública internacionais e nacionais ao longo dos últimos anos.





