Da redação
Relatórios do Coaf e da Polícia Civil de São Paulo apontam que Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho de Marcola, da cúpula do PCC, realizou transferências financeiras com suspeitos de crimes. A denúncia dos promotores do Gaeco foi apresentada à Justiça na última quarta-feira, 10, em São Paulo, por suspeita de lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Segundo as investigações, Leonardo Alexsander é um dos seis acusados que respondem ao processo, incluindo seu pai, irmã, Marcola, a influenciadora e advogada Deolane Bezerra e Everton de Souza, identificado como suspeito de atuar como operador financeiro. Leonardo está foragido desde o início das apurações do Ministério Público.
As análises indicam movimentação de ao menos R$ 417 mil em depósitos de origem não identificada nas contas de Leonardo entre janeiro de 2018 e julho de 2022. Entre os pagamentos identificados está um repasse de R$ 50 mil feito pela Transunião Transportes S/A, empresa investigada por conexão com lavagem de dinheiro e que opera linhas de ônibus na zona leste da capital paulista.
Além disso, os promotores apontam que não há qualquer atividade econômica declarada ou vínculo formal de emprego por parte de Leonardo Alexsander. Ele não entregou declaração de renda à Receita Federal e, conforme apurado, o fluxo financeiro em suas contas é incompatível com sua capacidade financeira conhecida.
A defesa de Leonardo, representada pelo advogado Bruno Ferullo, afirmou em nota que as acusações são totalmente refutadas. Ferullo declarou que “os valores mencionados na denúncia serão devidamente contextualizados no decorrer da instrução processual, oportunidade em que serão apresentados os esclarecimentos e as provas pertinentes acerca da origem e da regularidade das operações”.
Entre as transferências rastreadas estão vínculos com pessoas investigadas por crimes diversos, além do envolvimento de terceiros considerados intermediários nas operações. Os promotores mencionam movimentações entre familiares, incluindo repasses de R$ 33,2 mil da madrasta de Leonardo e conexões com a empresa Transportadora Lado a Lado, já reconhecida judicialmente como veículo de lavagem de capitais do PCC.





