Da redação
A campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresenta mudanças em relação à estrutura de 2022. Agora, Lula, presidente em exercício, organiza a equipe entre São Paulo e Brasília, buscando equilibrar as demandas do governo federal com a dedicação à campanha e fortalecer a ligação com as bases sociais do PT.
Em 2022, as decisões eram centralizadas em São Paulo, no diretório do partido e salas alugadas em hotel. Em 2024, o comitê principal permanece em São Paulo, berço do PT, mas se soma a uma casa no Lago Sul, em Brasília, onde se concentra a equipe dedicada à comunicação da campanha.
Na capital federal, trabalham o secretário nacional de Comunicação do PT, Eden Valadares, e a equipe de redes coordenada por Nicole Briones, que atua na agenda presidencial. Também faz parte do grupo o publicitário Raul Rabelo, sócio do ministro Sidônio Palmeira (Secom). Todos operam os projetos de divulgação das propostas de Lula.
O grupo de comunicação foi responsável pela campanha “Porta-voz”, que reúne lideranças como Edinho Silva, José Dirceu, Guilherme Boulos e Camilo Santana na produção de vídeos para difundir propostas. Ricardo Stuckert, secretário de Produção Audiovisual do Planalto, deixará o governo para se integrar à campanha. O destino de Sidônio Palmeira ainda não está definido.
Em São Paulo, está estruturada a equipe responsável pela mobilização nos estados, coordenando agenda e programa de governo. Entre os nomes estão Gilberto Carvalho, responsável pela agenda de Lula, e José Sérgio Gabrielli, que coordena o programa, função anteriormente ocupada por Aloizio Mercadante.
Os encontros da equipe de campanha serão semanais, às segundas-feiras, com Lula no Palácio da Alvorada, exceto em dias de viagens oficiais. Dentre os novos coordenadores destacam-se Camilo Santana, Claudinha Lima, Júlia Kopf, Laercio Ribeiro, Lucinha do MST, Luna Zarattini e Mazé Morais.





